Strike - Antiga Casa
Escrito por Rodrigo Alexandre Seg, 11 de Janeiro de 2010 19:50

Foram mais de dois anos vivendo no Rio de Janeiro e agora chegou a hora de se despedis. O strike partiu de mala e cuia para a capital paulista (no começo de fevereiro). Mas antes que os mineirinhos fossem embora, fizemos uma pequena entrevista do bom tempo que eles passaram na “cidade maravilhosa”.
Como é o dia-a-dia, com todos morando juntos?
Marcelo – É meio que um clima de festa constante devido a grande movimentação. Um ambiente alegre, que traz uma certa sensação de liberdade. Mas, ao mesmo tempo, é nosso refúgio quando precisamos repor as energias e nosso local de trabalho e concentração. O convívio entre todo mundo é muito harmonioso, nunca brigamos. Sempre saímos juntos, trocamos idéias todas as noites, compomos em grupo... E isso acaba gerando uma atmosfera coletiva para o nosso som.
Vamos dar um rótulo para cada um: quem é o mais bagunceiro, o mais dorminhoco, etc.
André: O Marcelo é o mais agitado, Fábio, o mais musical, Cadu o mais bagunceiro, Rodrigo o relex, e eu sou o mais centrado de acordo com o que eles falam.
Existe alguém que cuida da casa atualmente. Mas, se houvesse necessidade, vocês saberiam cozinhar e fazer as demais tarefas domésticas?
Marcelo: Temos a Jamile ‘Zureta’. Ela que cuida da casa com o maior carinho. Ninguém aqui cozinha bem e deixar a casa em nossa responsabilidade é um grande risco!
Como é a relação com a vizinhança?
André: Conhecemos poucos vizinhos, mais é uma relação ótima. O povo carioca é muito acolhedor e realmente fizemos grandes amizades aqui.
Quando a gente de muda pra uma cidade nova, sempre acontece de se perder, pagar uns micos por ser de fora e tal... Com vocês, aconteceu alguma história assim?
Marcelo: Aconteceu sim. Um amigo nosso de Juiz de Fora (MG), o Jefinho, veio passar alguns dias aqui em casa e quase morreu afogado na praia! Na hora, todo mundo percebeu que éramos mineiros e, só após o grande susto, nós caímos na gargalhada com esse ocorrido. Depois disso, dobramos nossa atenção no mar.
Cada estado tem suas gírias. Vocês chegaram a ser zoados por alguma palavra diferente?Ou o contrário: ficaram boiando com alguma expressão dos cariocas?
Marcelo: No princípio, passamos por uma boa fase de adaptação, mas as gírias daqui são bem despojadas e você acaba falando sem perceber. Bolado, marrento, sinistro... são algumas palavras que falamos fluentemente hoje em dia e não saem do nosso vocabulário.
O que você já absorveram da cultura carioca?
André: Muita coisa. Na verdade, nosso som já soa malandriano devido a algumas letras do Marcelo. Então até combina com a gente esse jeito alegre, esse espírito despojado e esse clima festeiro do Rio. Além dessas afinidades, tivemos que aprender a conviver com o calos bem intenso. Aqui realmente é muito quente.
O que vocês gostam de fazer a noite? Saem muito?
Marcelo: Aqui no Rio, não temos uma vida social ativa, Gostamos de ficar em casa, descansando dos shows, nos preparando para os próximos acontecimentos e sempre criando alguma coisa. Quando estamos a fim de alguma noitada boa, vamos para a nossa cidade, Juiz de Fora (MG), na maioria das vezes. Lá tem muitas coisas noturnas legais, vários amigos conhecidos e é sempre uma comemoração estar em casa.
As famílias vêm sempre visitá-los?
Marcelo: Sempre que podem, então aqui nos visitando. Mas também tem os mais que são mais espertos, tipo o meu: ele prefere vir só quando a casa ta vazia. Sendo assim ele aproveita melhor o conforto da casa, curte o relex da casa e não é incomodado com o barulho do som alto na madrugada.
Vocês estão de malas prontas para São Paulo. Porque a mudança de cidade é importante pra banda neste momento?
Marcelo: Na verdade, são vários fatores. A nossa antiga gravadora nos incentivou muito nessa decisão, por facilitar as ações de marketing, por exemplo: Nossa recente ida para outra gravadora foi fundamental, pois vamos estar mais perto do escritório novo e isso tudo vai ajudar muito no processo de divulgação do próximos CD. Estamos empolgados com essa fase de mudança adoramos a vibe urbanóide de São Paulo, sem contar que foi a cidade em que mais tocamos em 2008.
Do que mais vão sentir falta no Rio?
Marcelo: Dessa casa que moramos na barra da Tijuca, das grandes amizades que construímos aqui, dos shows inesquecíveis, da energia da cidade, do público carioca e principalmente das praias, que são maravilhosas.



