Dead Fish – Maturidade

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Dezoito anos de estrada não é moleza. Disso, o Dead Fish sabe como ninguém. Os capixabas, com quatro discos independentes e mais três pela gravadora Deckdisc, chegam em sua melhor forma em “Contra Todos”. Palavra do guitarrista Philippe Fargnoli, com quem a gente bateu um papo.

 

O Dead Fish completa 18 anos. Da pra dizer que chegaram a uma maturidade a carreira?
Acho que agora dá pra falar numa maturidade. Depois que fomos para São Paulo, com a gravadora Deckdisc, sem sermos independentes, acho que toda a estrada, a experiência dos ítimos cinco anos gerou essa tranqüilidade pra fazer o disco.


 

deadshowE qual o motivo desse nome, Contra Todos?
A gente estava naquela coisa de buscar um nome para linkar o CD, a fim de achar o relevante a ser falado... Na hora falamos “Putz, e fod* esse título, é título de álbum. É forte.” É também a única música que tem uma questão mais sentimental, É uma letra que o Rodrigo fez pra mulher dele.

A música-título?
É. É, como tema do álbum soa como fazer uma coisa que você gosta, independentemente do meio, dos outros. Tu faz aquilo com a certeza de que ficou satisfeito.

Tem uma canção especial desse Cd, que resume um pouco do que querem passar?
A nossa intenção era um disco rápido, simples, de não nos abrir muito musicalmente. Pra falar de uma música só, seria uma rápida, Acho que a primeira música abre bem, como se fosse uma introdução. A letra de cara fala muito a intenção. Até com o título, Contra Todos, é uma certeza, uma convicção as banda, sem ser uma coisa mascarada. É direta, é um tapa na cara e acho que bem verdadeiro.

A arte dos disco é do Flávio Bá (Designer  e Cartunista). Como surgiu a proposta de trabalho com ele?cd
O Ba já é um amigo nosso, que sempre quis fazer alguma coisa pra banda. Quando a gente mandou o título, mais o menos o que seria, mostramos uma música pra ele. O Ba veio com uma proposta totalmente diferente, que agente não esperava. Ele conseguiu entender o que quisemos dizer. Foi melhor do que esperamos. Todo mundo pirou na arte.

No encarte, todas as pessoas estão de olho cobertos. Teve alguma intenção?
Foi uma coisa arte de rua. É que não falamos de alguém em específico, não é importante saber se o olho verde. Um olho rabiscado deixa um igual ao outro. Também é algo que se fazia quando você era pequeno, de rabiscar a foto e dar uma zoada.

O baterista Nô saiu em novembro de 2008. Foi uma saída amigável?
Foi sim, na verdade foi difícil para a banda. Das mudanças de integrante que passamos, essa foi a mais embaçada. Porque foi de um dos fundadores, dos mais antigos. Mudança de integrante é meio complicado.

É o marco, que era do Ação Direta, que está no lugar dele. Como está sendo essa química nova?

Ta maravilhoso. O Marco é uma pessoa macaco velho. Não é uma pessoa que você precisa explicar. Ele participou de tudo, como turnê no exterior, tem experiência de rodar o Brasil, teve banda, sabe da dificuldade... Foi tão simples, tão na cara que era ele. E rolou rolou tão em que passamos fácil por essa mudança, porque a gente realmente encontro a pessoa certa para substituir mesmo.

Written by :
Rodrigo Alexandre
 

Comentários (1)

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HARD COREE smilies/shocked.gif
Rodrigo.0 , 09 março, 2010

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