Suicide Silence


Polêmicas acerca do rótulo “Deathcore”, curiosidades sobre o novo álbum “No Time To Bleed”, crescimento diante dos fãs, amadurecimento instrumental e lírico. Estes e outros conteúdos foram falados, de forma aberta, pelo guitarrista Mark Helymun da banda americana Suicide Silence.

O nome “Deathcore”, que a mídia musical rotula vocês, deixa a banda puta da vida ou vocês concordam com esta nomenclatura?
Não, não nos deixa irritados de forma alguma. O Deathcore é como um meio-irmão desajeitado do Death Metal. Eu estou em bandas de Metal há muito tempo e a única banda que consigo ter sucesso é chamada de “Deathcore”. Então, é algo meio sem sentido. Mas isso não é nenhuma novidade, o Metal tem que se reinventar de tempo em tempo de uma forma ou de outra, então eu acho que o “Deathcore” pode entrar neste sentido.

Qual o conceito do novo álbum, “No Time To Bleed”?
Não é exatamente um álbum conceitual, mas musicalmente possui uma vibração negativa e é cheio de sons assustadores. A intenção do álbum é justamente este, fazer o ouvinte se sentir de algum modo assustado, puto da vida, ou então apenas achar que fi zemos um bom trabalho mesmo.

Este é o segundo álbum lançado pela Century Media. Esta gravadora está fazendo uma boa divulgação em relação à banda? Como vocês estão se relacionando com este selo?
A gravadora tem sido ótima. Nós tivemos ambos trabalhos no Top 100 da Billboard nos Estados Unidos. Eles são muito bons, cheios de boas ideias e realmente se importam com o que nós pensamos e sabem o que podem fazer para agradar nossos fãs. É sempre bom o trabalho que a Century Media faz em qualquer canto conosco. E isso não se limita apenas ao pessoal que trabalha na Century Media americana. Uma vez tivemos contato com o pessoal da gravadora na Austrália e podemos ver que todos que trabalham neste selo são metaleiros pra caralho, então o que mais poderíamos querer?

Quem teve a ideia de colocar aquele jogo macabro no site da banda para divulgação do novo álbum?
Aquilo foi idéia da Century Media européia. Eles nos perguntaram se nós queríamos colocar um joguinho on-line para promover o novo álbum e respondemos que é lógico, porra! É meio besta, mas ao mesmo tempo é legal ter um jogo assustador baseado na sua banda.

Acredito que a banda mudou o conteúdo lírico. Agora vejo algo mais voltado para o lado pessoal ao invés de trabalhar com as temáticas de religião e política. Que novas problemáticas são faladas?
Eu acredito que é mais pessoal mesmo. Eu não tenho influências nas letras, Mitch é quem faz e sempre pergunta o que nós achamos e eu acho que elas são muito boas. Originalmente nossas letras eram apenas blasfêmias e cheias de ódio pra deixar as pessoas putas mesmo. Agora eu posso dizer que possuem um conteúdo, uma visão, um objetivo. Elas agora trabalham de modo superficial conteúdos sobre vício em drogas e todo o descontentamento da vida humana. Eu acho que quanto mais as letras forem pessoais, mais as pessoas poderão nos entender enquanto pessoas. Mas elas devem ser interpretadas, de qualquer forma.

“Wake Up” e “Smoke” são insanas. Suicide Silence mostra um novo passo agora. Como essa mudança foi sendo desenvolvida?
Ambas composições vieram naturalmente, como quase todas as outras faixas do álbum. É apenas a banda em um ensaio, fazendo o que realmente gosta de fazer, criar as músicas de forma natural, como em uma Jam session. É como nós gostamos de fazer e nos sentimos bem fazendo. Compor é algo maravilhoso, mas compor o que é natural você não aprende, simplesmente tem que sentir isso.

Qual a ideia por trás da música “... And Then She Bled”? É a única faixa instrumental e é muito estranha e obscura.
É como eu disse na última resposta. É apenas a banda tentando mostrar nossas influências de uma forma natural. Nós estávamos afim de tocar algo nesse sentido no dia em que fomos ensaiar e, originalmente, escrevemos uma música que tinha aproximadamente oito minutos, cheia de coisas esquisitas e toneladas de riffs, melodias e até um solo de blues. Claro que isso foi legal, mas tivemos que encurtar, e não ficou tão foda quanto originalmente queríamos. Mas ainda assim somos nós nos divertindo e tentando fazer o ouvinte sentir algo.

Você poderia nos dizer cinco bandas do cenário Metalcore ou Deathcore que vocês vêm ouvindo ultimamente?
Eu assisti uma apresentação da Darkest Hour há um tempo. Mas eu tenho que dizer que ouvir estas bandas Metalcore ou Deathcore é meio estranho pra mim. Eu normalmente ouço Behemoth ou Alice in Chains ou mesmo Deftones. Mas eu realmente gosto de After the Burial, Oblige... mas fora isso eu não tenho o hábito de ouvir coisas recentes.

Como andaram as turnês? Sei que dividiram palcos com nomes como Mudvayne, Dope e Static-X, Slayer, Megadeath e Machine Head estiveram em seus caminhos também. Como foi tocar com estas bandas?
Nós nos divertimos bastante com Mudvayne e aprendemos bastante também. Eles vieram mais ou menos da mesma merda que estamos lidando agora. Por exemplo, foram considerados Nu Metal, quando queriam apenas ser uma banda de Metal. Foi bem legal ouvir o que eles pensam sobre isso. Estou bastante animado por tocar com Megadeath novamente, especialmente por termos tocado com eles antes e agora querem tocar conosco novamente.

A banda possui uma visão diferente em relação às religiões. Tomado isso, que modelo de sociedade, então, satisfaria você? Diga-nos mais ou menos como o mundo deveria ser.
Bom, eu acho que se as religiões organizadas fossem banidas já seria um bom começo e se você tentasse trazer Deus à escola ou trabalho, deveria ser colocado na cadeia para sempre, ao invés de ser consagrado. Eu tive, uma vez, que fazer um projeto na escola, onde tinha que fazer coisas desse tipo. Eu nunca fazia minhas lições de casa, mas uma vez eu fi z só para ver a reação do professor em relação a isso e eu tirei um A. Felizmente, esse professor era ateu. Política é parecido. Que tipo de carreira é essa que você cria leis para os outros e não aplica a você mesmo? Política e religião são a mesma coisa e apenas ferraram com os serem humanos desde suas criações.

O que a banda geralmente faz nos espaços entre os shows?
Eu não faço merda alguma. Eu jogo videogame e saio com meus amigos que nunca vejo. Eu vou para bares, pego algumas garotas e faço coisas usuais. Eu fico em turnê por tanto tempo que quando estou em casa ser preguiçoso já é legal pra mim.

www.myspace.com/suicidesilence

Written by :
Rodrigo Alexandre
 

Comentários (2)

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meu, amo muito essa banda!!! vcs são foda!smilies/wink.gif
emanuelle , 10 maio, 2010
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meu, amo muito essa banda! vcs são foda!!!
emanuelle , 10 maio, 2010

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